NOTÍCIAS / Saúde vai usar proporcionalidade da população em distribuição de vacinas

14/01/2021

O Ministério da Saúde vai usar a proporcionalidade da população brasileira por estado para a distribuição da vacina contra a Covid-19. O critério de divisão é uma das principais preocupações de governadores.

Com o rateio, São Paulo, a unidade federativa mais populosa, deve receber cerca de 20% das doses que estiverem disponíveis no país. O montante corresponde à fatia que o estado representa da população de todo o Brasil.

Nesta primeira etapa da vacinação, o ministério tem trabalhado com pelo menos 8 milhões de doses, sendo 2 milhões de Oxford/AstraZeneca, e 6 milhões da Coronavac. Assim, seguindo o critério da proporcionalidade, São Paulo deve ficar com 1,7 milhão de doses. Roraima, o estado menos populoso, deve receber 24 mil doses.

Nos bastidores, governadores chegaram a discutir a possibilidade de o governo adotar outro critério de distribuição e já falavam em reação. O temor era o de que, diante da baixa quantidade de doses para iniciar a campanha no Brasil, o ministério decidisse, por exemplo, priorizar localidades com o maior número de casos de Covid-19.

A expectativa dos chefes dos Executivos estaduais é a de que o método de divisão seja oficializado numa reunião agendada para terça-feira (19).

Nesta manhã, o ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, chegou a dizer em Manaus que a capital do Amazonas teria prioridade na vacinação contra o novo coronavírus. Na mesma frase, no entanto, o general afirmou que a vacina será distribuída simultaneamente em todos os estados na sua proporção de população.

De acordo com a previsão do Ministério da Saúde, assim que as vacinas tiverem o aval da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) para o uso emergencial, a distribuição a todos os estados deve levar cinco dias.

O rateio da vacina aos municípios e regiões administrativas é de competência dos estados e do Distrito Federal. Segundo a CNN apurou, prefeitos têm insistido na definição de um cronograma do ministério para que possam, a partir de então, definir a logística com os governadores.

Fonte: CNN Brasil

Foto: Agência Brasil/EBC